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	<title>NOVA FANTASIA &#187; forum fantástico</title>
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	<description>O Fantástico, en galego</description>
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		<title>Cancelamento de Fórum Fantástico 2009</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 18:47:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como alguns já saberão, embora ainda não tenha sido feito nenhum anúncio oficial, a organização do Fórum Fantástico anunciou que em 2009 não haverá nenhuma edição do Fórum. As razões são várias mas prendem-se principalmente com dois motivos: a actividade profissional exigente e que se tornou prioritária dos organizadores, já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-3095" title="O Cartaze do Forum Fantastico 2008" src="http://novafantasia.com/wp-content/uploads/ff20082.jpg" alt="O Cartaze do Forum Fantastico 2008" width="200" height="283" />Como alguns já saberão, embora ainda não tenha sido feito nenhum anúncio oficial, a organização do Fórum Fantástico anunciou que em 2009 não haverá nenhuma edição do Fórum.</p>
<p>As razões são várias mas prendem-se principalmente com dois motivos: a actividade profissional exigente e que se tornou prioritária dos organizadores, já seriamente desgastados depois de cinco anos a organizarem consecutivamente um evento com o peso e a responsabilidade do Fórum.</p>
<p>Outro motivo prende-se com as frustrações e obstáculos crescentes resultantes da falta de apoios e subsídios para o evento. O nosso público sabe como sempre foi complicado arranjar um local estável para o evento, forçados a mudar constantemente desde 2005. Não era problemático enquanto fosse possível contar com os subsídios de instituições. Infelizmente, devido ao agravamento da crise económica, as instituições foram forçadas a fazer cortes orçamentais drásticos. Desta forma, perdemos TODOS os apoios financeiros públicos que permitiam a realização do evento e a presença de autores estrangeiros, sendo que os apoios privados em si não são suficientes para manter o evento.</p>
<p>Embora a hipótese de um evento exclusivamente nacional não tivesse sido colocada fora de questão, optou-se antes por uma pausa de organização de modo a repensar o evento e a sua sustentabilidade, bem como tentar adquirir mais meios e colaborações que permitam um Fórum estável e em crescimento. Mas nem tudo são más notícias.</p>
<p>A Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Telheiras, prontificou-se a a abrir generosamente de novo as suas portas em 2010, pelo que vai haver um Fórum Fantástico 2010, marcado para o mês de Novembro.</p>
<p>Até lá, serão feitos os possíveis para organizar um evento que nos deixe a todos orgulhosos e com imensas expectativas para o futuro. Todos são livres de contribuir com ideias e o vosso apoio é essencial para a próxima edição. Ajudem-nos a crescer e a fazer algo que só o Fórum conseguiu fazer nos últimos anos: chamar a atenção para a vitalidade, diversidade e potencial da literatura fantástica que merece toda a dignidade possível.</p>
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		<title>Fórum Fantástico 2008 começa a mexer</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 07:27:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este ano localizado na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, em plena zona histórica do Chiado, o Fórum Fantástico continua a ser um ponto de encontro para os vários meios relacionados com o fantástico. Literatura, cinema, artes gráficas, de tudo poderá ser encontrado nesta quarta edição consecutiva do FF. Como cabeça [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://novafantasia.com/wp-content/uploads/ff20081.jpg"><img class="size-full wp-image-886" title="O cartace do Fórum" src="http://novafantasia.com/wp-content/uploads/ff20081.jpg" border="0" alt="O cartace do Fórum" hspace="6" vspace="6" width="141" height="200" align="left" /></a>Este ano localizado na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, em plena zona histórica do Chiado, o Fórum Fantástico continua a ser um ponto de encontro para os vários meios relacionados com o fantástico.</p>
<p>Literatura, cinema, artes gráficas, de tudo poderá ser encontrado nesta quarta edição consecutiva do FF.</p>
<p>Como cabeça de cartaz, teremos este ano o escritor britânico <strong>Richard K. Morgan</strong>. Recentemente galardoado com o Prémio Arthur C. Clarke pelo seu sexto romance, o autor virá a Portugal lançar <em>Carbono Alterado</em>, o seu romance de estreia, um cruzamento entre o género policial e a ficção científica, que lhe mereceu em 2003 o Prémio Philip K. Dick.</p>
<p>Elogiado pela crítica e pelos leitores anglo-saxónicos, os direitos para cinema de <em>Carbono Alterado</em> foram já adquiridos por <strong>Joel Silver</strong>, produtor de filmes como <em>V de Vingança</em>, <em>Predador </em>e <em>Matrix</em>.</p>
<p>A vinda de Richard K. Morgan é patrocinada pela editora Saída de Emergência.</p>
<p>Também no panorama nacional teremos lançamentos em exclusivo, homenagens e apresentações de autores e académicos. E o FF2008 dará uma atenção especial ao audiovisual, com a exibição de várias curtas-metragens portuguesas, com a presença dos seus realizadores.</p>
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		<title>Em marcha o Fórum Fantástico</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Nov 2007 22:28:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Palestras, autores convidados portugueses e estrangeiros, apresentações de livros, e muita fantasia e ficção científica estiveram em debate da quinta-feira e até domingo no espaço da Biblioteca Vitor de Sá, ao Campo Grande, em Lisboa, junto à Universidade Autónoma. Inaugurou-se o dia 8 pelas 16:00 o terceiro Fórum Fantástico, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Palestras, autores convidados portugueses e estrangeiros, apresentações de livros, e muita fantasia e ficção científica estiveram em debate da quinta-feira e até domingo no espaço da Biblioteca Vitor de Sá, ao Campo Grande, em Lisboa, junto à Universidade Autónoma.</p>
<p>Inaugurou-se o dia 8 pelas 16:00 o terceiro Fórum Fantástico, e dos pontos em destaque encontra-se a apresentação de um livro de <strong>C. S. Lewis</strong> pelo autor <strong>José Mário Silva</strong>, do projecto <a href="http://www.chesterquest.blogspot.com/" title="Chesterquest" target="_blank">Chesterquest</a> por <strong>C. B. Cebulski</strong> (atenção a todos os desenhadores e ilustradores de banda desenhada, este senhor é um scouter de uma empresa americana à procura de novos talentos; grandes oportunidades de trabalho e reconhecimento internacional estão patentes nesta iniciativa), e a apresentação do livro <em>Por Universos Nunca Dantes Navegados &#8211; Antologia da Nova Literatura Fantástica em Língua Portuguesa</em>, editado por <strong>Luís Filipe Silva</strong>. Entre outros acontecimentos, obviamente.</p>
<p>Como é habitual neste tipo de coisas o programa muda até ao último minuto. Confiram-no no <a href="http://forumfantastico.wordpress.com/2007/11/05/programacao-do-forum-fantastico-2007/" title="Forum Fantástico 2007" target="_blank">site oficial do evento</a>.</p>
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		<title>Crónicas do FF2005</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2005 17:04:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Gimeno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Fórum Fantástico 2005 de Lisboa celebrouse na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, sita no Antigo Solar da Nora, Estrada de Telheiras, preto do estadio José Alvalade, entre os días 10 e 13 de novembro. Por motivos laborais só puiden asistir ás sesións do sábado e primeiras horas do serán do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-4789" href="http://novafantasia.com/arquivos/4788/cartaz"><img class="alignright size-full wp-image-4789" style="margin: 8px;" title="Cartaz do Forum Fantástico 2005" src="http://novafantasia.com/wp-content/uploads/cartaz.jpg" alt="" width="212" height="300" /></a>O Fórum Fantástico 2005 de Lisboa celebrouse na Biblioteca Municipal  Orlando Ribeiro, sita no Antigo Solar da Nora, Estrada de Telheiras,  preto do estadio José Alvalade, entre os días 10 e 13 de novembro. Por  motivos laborais só puiden asistir ás sesións do sábado e primeiras  horas do serán do domingo –día no que estaba anunciada a miña propia  ponencia, <em>A República do Céu: Pegadas de Milton e Blake na trilogia &#8216;His  Dark Materials&#8217; (Mundos Paralelos)</em> de <strong>Philip Pullman</strong>-, mais este tempo  foi suficiente para obter unha magnífica impresión do evento. Ante todo,  convén destacar que o Fórum non constitúe unha convención semellante á  Hispacón, senón, como pode lerse na súa páxina web, «<em>um conjunto de  palestras, debates, lançamentos, sessões de autógrafos e outras  iniciativas paralelas, que englobam as várias vertentes do género  Fantástico</em>«, organizada pola Épica (Associação Portuguesa do Fantástico  nas Artes), e patrocinada, entre outras institucións, pola Universidade  Aberta, as facultades de Letras e Ciencias Humanas e Sociais de Lisboa e  a fundación Calouste Gulbenkian. Tódolos actos, gratuítos, tiveron  lugar no Auditorio da Biblioteca, con capacidade para 142 espectadores, e  gozaron dunha boa audiencia tanto se a lingua empregada era o portugués  coma o inglés.</p>
<p>Quizais o feito que máis me sorprendeu do Fórum foi a súa axeitada  organización, baseada non nunha suposta puntualidade horaria  –alegremente transgredida-, senón na creación dun ambiente a un tempo  relaxado e participativo en tódolos actos, grazas en boa medida a  cordialidade e atención permanentes dos seus dous organizadores, <strong>Rogério  Ribeiro</strong> e <strong>Safaa Dib</strong>. A alternancia de presentacións «autorais» e  conferencias «críticas» máis o menos académicas pareceume moi acertada,  pois se ben é certo cas primeiras atraen grande cantidade de público, as  segundas, que neste caso souberon ademais polo xeral combinar o rigor  coa amenidade, proporcionan asemade unha información histórica e  ideolóxica imprescindible para desterrar os vellos prexuízos cara á boa  literatura fantástica – desde <strong>Mary Shelley</strong> a <strong>China Miéville</strong> ou Phillip  Pullman, desde <strong>Boris Vian</strong> a <strong>Zoran Zivkovic</strong> e o gran Ballard, cuxo xenio  só foi recoñecido grazas as súas descarnadas recreacións  autobiográficas-. Ademais, os organizadores do Fórum levaron a cabo,  segundo puiden constatar, unha intensa campaña previa para dar a coñecer  estas xornadas: a conferencia-coloquio O fantástico no feminino, na  propia Biblioteca Orlando Ribeiro, moderada por Safaa Dib e na que  participaron varias das autoras máis adiante presentes no Fórum, como  <strong>Inês Botelho</strong> e <strong>Maria Aline Salgueiro</strong>; a presentación do Fórum no marco  da exposición A Fantasia na Literatura Periódica Contemporânea,  organizada pola Hemeroteca Municipal de Lisboa durante o mes de outubro;  e a realización de entrevistas previas na prensa ou na weba diversos  autores que tiñan anunciada a súa participación, entre elas a realizada a  Zoran Zivkovic no site Filhos de Athena.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-4790" href="http://novafantasia.com/arquivos/4788/coloquio"><img class="alignright size-full wp-image-4790" style="margin: 8px;" title="Un dos colóquios" src="http://novafantasia.com/wp-content/uploads/coloquio.jpg" alt="" width="288" height="112" /></a>Posto que carezo de experiencia en eventos tipo Hispacón o Asturcón (se  exceptuamos a miña nebulosa participación na suposta I Ibercón), ignoro  se foi esta labor previa a causa da predisposición dos escritores  invitados a participaren en actividades coma o Workshop de escrita  fantástica e os debates, ou se tal boa actitude é común neste tipo de  actos: pero sospeito que só a boa atmosfera existente explica, por  exemplo, que autores e críticos tan reputados como <strong>Paul J. McAuley</strong>, <strong>Mark  Brake</strong>, <strong>Edward James</strong>, <strong>Nick Sagan</strong> e <strong>João Barreiros</strong> esperaran  tranquilamente durante máis de hora e media –os tres primeiros tomándose  unhas cervexas na cafetería da Biblioteca- o inicio do seu coloquio  sobre Utopías e distopías tecnológicas, anunciado para as 6 h. e que non  comezou até as 7:30. O certo é que me sorprendeu a amabilidade e  disposición á charla informal cos presentes de, poñamos por caso, Zoran  Zivkovic, Nick Sagan e Edward James, os únicos, a parte de João  Barreiros – aquen tiven o pracer de coñecer na derradeira Ibercón, onde  ambos tivemos respectivos actos ante exiguas audiencias (feito  comprensible no meu caso, inexplicable no seu)-, cos que puidenmanter  algunha breve conversa.</p>
<p>Polo que atinxe as conferencias e presentacións que puiden presenciar, o  seu nivel xeral, aínda se desigual, foi sen dúbida notable. Os dous  actos ó meu xuízo máis interesantes foron a conversa do serbio Zoran  Zivkovic con <strong>Luis Rodrigues</strong> e a devandita conferencia de Edward James.  Zivkovic, crítico de formación académica que non comezara a escribir  ficción até os 45 anos, traduciu persoalmente os seus relatos ó inglés e  enviounos a diversas revistas do Reino Unido ate conseguir que foran  aceptados e difundidos por <em>Interzone</em>. Na súa charla con Rodrigues  (editor xefe do site <em>Fantastic Metropolis</em>) amosou a mesma ironía  melancólica dominante na súa obra, e levou a cabo un eloxio da lentitude  que sen dúbida tivera gustado a <strong>Julio Llamazares</strong>. Escritor, nas súas  propias palabras, «<em>dun só dedo</em>«, o que emprega para teclear, Zivkovic  manifestou ca parsimonia creativa derivada da tal impericia  dactilográfica permítelle meditar tranquilamente sobre o decurso das  súas narracións, que empeza sempre sen ningún plan preciso, e á pregunta  acerca de que tipo de libros prefire contestou, con axustada concisión,  que «<em>os libros delgados</em>«. Tanto na conversa do Fórum coma noutras  entrevistas que poden encontrarse en Internet, Zivkovic ten insistido en  rexeitar o seu encadramento en xénero algún, considerándose herdeiro de  <strong>Saramago</strong>, <strong>Borges</strong>, <strong>Kundera</strong>, etc. No que atinxe á Biblioteca, a obra  presentada, gañadora de diversos premios, a crítica soe resaltar o  influxo da Biblioteca de Babel borgiana, mais persoalmente, se cadra  polo feito de seren autores serbios, andoa lin recordoume a obra do  <strong>Danilo Kis</strong>, en particular a súa portentosa colección de relatos  <em>Enciclopedia dos mortos</em>. Ignoro cal poda ser o grado de influenza real,  mais a miña impresión acrecentouse ouvindo a Zivkovic comentar que os  libros «<em>facíanlle sentir os mortos no seu redor</em>» e servíanlle como  «<em>formas de resistencia fronte á morte</em>«. Zivcovic comentoume  posteriormente considerar a Kis un auténtico xenio, e mostrou a súa  ledicia polo rexurdimento da súa obra en Serbia grazas ás novas  xeracións.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-4791" href="http://novafantasia.com/arquivos/4788/ff2005"><img class="alignleft size-full wp-image-4791" style="margin: 8px;" title="Fórum Fantástico 2005" src="http://novafantasia.com/wp-content/uploads/ff2005.jpg" alt="" width="160" height="227" /></a>Polo que respecta á conferencia de Edward James sobre <em>Medievalism in  Fantasy</em>, amosou o rigor que cabía esperar do seu autor-catedrático de  historia medieval no University College de Dublín e reputado crítico de  literatura fantástica e de ciencia-ficción, gañador dun premio Hugo coma  coeditor de <em>The Cambridge Companion to Science Fiction</em>-, pero foi sobre  todo moi amena e divertida. Segundo as miñas notas, James comezou por  subliñar algúns motivos da literatura medieval recollidos na moderna  fantasía -a «demanda» («quest») das novelas artúricas, a mitoloxía das  sagas islandesas (filtrada polo tamiz de <strong>Tolkien</strong>), os personaxes  (dragóns, trasgos, elfos, meigos, etc.) e arquetipos narrativos dos  contos populares tradicionais-, para máis tarde indicar, mediante algúns  exemplos, os singulares artificios maxinados polos autores de ciencia  ficción para introducir neste contexto a descrición de sociedades  medievais: as viaxes no tempo, a descrición de comunidades  postapocalípticas (<em>Cántico por Leibowitz</em>), a colonización de planetas  onde aínda superviven estas sociedades estamentais, e o enfrontamento  ciencia-tecnoloxía (Vance). O máis interesante foi a irónia con que  James, na súa calidade de historiador, esnaquizou os tópicos  medievalistas da maioría destas obras, en particular as adscritas á  «fantasía», que se no plano histórico incorren en constantes  anacronismos, mesturando elementos de diferentes séculos, na súa  «creación de mundos» amosan una absoluta «<em>lack of completeness</em>«: tramas  políticas de abraiante simplismo (vide <strong>Catherine Asaro</strong> e o seu universo  de Eskolia), incapacidade para argallar un sistema económico minimamente  crible, personaxes de cartón-pedra, etc. Segundo James, todo elo deriva  da imaxe americana dos «<em>good old times</em>«, que os seus cultivadores  tenden a situar nunha Europa mítica dominada polo individualismo, o  conservadorismo e una moralidade maniquea. Para ilustrar estes aspectos,  James leu varias pasaxes desopilantes de <em>The Tough Guide to  Fantasyland</em>, obra da escritora británica de literatura xuvenil <strong>Diana  Wynne Jones</strong> (autora de <em>Howl’s Moving Castle</em>, adaptada en 2004 ao anime  por <strong>Hayao Miyazaki</strong>) que o periódico The Guardian ten cualificado como  «<em>un dicionario dos clichés, tópicos e tropos de a fantasía&#8230;  abraiantemente divertido</em>«.</p>
<p>Pola outra banda, se ben James mostrou un «desencanto xeral» («basic  disappointment») fronte ao emprego do medievalismo na fantasía, realizou  tamén comentarios eloxiosos sobre determinadas obras, como <em>Canción de  xeo e lume</em> de <strong>George R.R. Martin</strong>, da que destacou o seu realismo  político e económico. Especialmente interesantes foron as súas  observacións sobre <em>O señor dos Anéis</em>, pois, aínda admitindo o seu  conservadorismo, destacou varios aspectos de esta obra, a miúdo pouco  considerados, que a elevan extraordinariamente sobre os seus imitadores:  en particular, a circunstancia de a «quest» de Frodo busca destruír un  obxecto de poder, en tanto que na fantasía moderna, especialmente na  estadounidense, os protagonistas aspiran a obter un obxecto de poder  –feito, apuntou James, cando menos sinistro&#8230;-. Una conferencia, en  fin, extraordinaria, rematada cun chisco cómplice que espertou os  aplausos de boa parte do público: «<em>o lector de fantasía procura polo  xeral «máis do mesmo», mentres que o de ciencia-ficción procura algo  novo</em>«.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-4794" href="http://novafantasia.com/arquivos/4788/paco"><img class="alignright size-full wp-image-4794" style="margin: 8px;" title="Paco Gimeno" src="http://novafantasia.com/wp-content/uploads/paco.jpg" alt="" width="174" height="178" /></a>Menos interesantes, aínda que sempre dentro dun bo nivel, foron outros  actos aos que puiden asistir o sábado: a presentación de <em>A Rainha das  Terras da Luz</em>, último libro da saga do cetro de Aerzis, cuxa autora,  <strong>Inés Botelho</strong>, estudante de segundo de Bioloxía, pareceume moi  intelixente tanto na súa exposición como na súa participación nos actos  doutros autores, pero cuxa obra, á luz do seu título, dos pasaxes  escoitados, e da meliflua descrición do dito cetro pola presentadora do  acto como «<em>un obxecto que sirve só á beleza</em>«, deume, a verdade, certa  grima; e a presentación por Nick Sagan de <em>Paraíso Virtual</em> (Edenborn),  segunda novela dunha triloxía postapocalíptica-xenética-virtual ben  acollida pola crítica anglosaxona, mais cuxa lectura previa no tren a  Lisboa non espertou o meu entusiasmo. Debo recoñecer a Sagan, en  calquera caso, a súa gran sinxeleza, e una notable predisposición para  contestar con amabilidade as repetitivas preguntas acerca da influencia  exercida na súa obra polo seu pai, <strong>Carl Sagan</strong>. Mención aparte merece, ao  meu gusto, a curiosa conferencia de <strong>Luísa Alves</strong> «<em>Existe uma conexão  ibérica em Star Wars?</em>«: malia ca súa afirmación acerca dasaga de Lucas  ser «<em>uma obra profundamente religiosa e até mais explicitamente católica  do que O Senhor dos Anéis</em>» non deixa de ter certo fundamento, non podo  dicir o mesmo das supostas semellanzas entre Darth Vader e <strong>Frei Gil de  Santárem</strong> (que poden encontrarse dentro da súa site Equinócio), o meu  xuizo bastante gratuitas; mais a súa presentación da figura  protofaústica do <strong>Gil de Valadares</strong> valeu dabondo a pena. O certo e que  dende entón ando a procura de información sobre o persoaxe, e que máis  se lle pode pedir a unha conferencia que desperta o teu interese por  novos temas? O último acto da tarde, en fin, o devandito debate acerca  das utopías e distopías, prometía ser excelente, e o seu brillante  comezo por João Barreiros ao describir os pesadelos da educación  salazarista para mostrar que o Portugal da súa infancia era xa, por  dereito propio, unha distopía, estivo preto de vencer ao meu cansazo.  Mais non foi así&#8230; e ben que o lamentei, pois o propio João díxome no  seguinte serán ter gozado a modo do coloquio.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-4792" href="http://novafantasia.com/arquivos/4788/firma"><img class="alignleft size-full wp-image-4792" style="margin: 8px;" title="Sinatura de exemplares" src="http://novafantasia.com/wp-content/uploads/firma.jpg" alt="" width="256" height="192" /></a>Polo que respecta á xornada do domingo, comezarei por agradecer ao  público asistente a cordial acollida que deu á miña ponencia, unha  versión portuguesa resumida da que ofrecera na Ibercón. O meu propósito  fundamental era amosar como a polémica espertada pola radicalidade da  obra de Pullman (considerado «o autor mais perigoso de Inglaterra» polo  crítico <strong>Peter Hitchens</strong>, e cuxa obra, segundo <strong>Rupert Kaye</strong>, presidente da  Asociación de Profesores Cristiáns, debería ser «<em>prohibida en tódalas  escolas primarias de Inglaterra&#8230; por constituír un caso de herexía e  blasfemia</em>«), débese ante todo a súa «crítica acesa contra a autoridade  dogmática e relixiosa institucional», simbolizada na figura do Deus  omnipotente do <em>Paraíso perdido</em> de <strong>John Milton</strong>, crítica na que foi  inspirado por <strong>William Blake</strong>: «<em>A obra de Pullman supôe um imaginativo  propósito de socavar os alicerces destas conceiçôes, empenho em que foi  precedido, como ele mesmo tem assinalado na sua recente introduçâo ao  Paraíso Perdido, por William Blake: «o maior de todos os intérpretes de  Milton», e autor cujo magistério Pullman, presidente honorário da Blake  Society de Londres, reconheceu em repetidas ocasiôes: «Influiu-me numa  grande medida. O seu trabalho foi sempre de muita importância para mim, e  considero-o um dos maiores escritores e artistas de todo o tempo.  Leio-o continuamente, e sempre volve a me assombrar</em>«. De seguido  sinalaba brevemente os erros da interpretación trascendentalista de  Blake, rexeitada explicitamente por Pullman na súa conferencia <em>Blake’s  Dark Materials</em>. E sobre esta base tentaba mostrar que, aínda que a obra  de Pullman é absolutamente orixinal no seu decurso e planeamento  narrativo, ambos autores posúen «<em>uma temâtica central semelhante: o  rechaço da figura do Deus trascendente e omnipotente, o «Pantocrátor de  Newton que tece a trama de Locke», segundo Blake, cuja «mâo invisível»  sustentaria a imutabilidade da ordem natural e social», e una conclusión  similar: «como tem assinalado Pullman, a consecuçâo da República do Céu  só será  possível por meio do estabelecimento duma sociedade onde  «formos cidadâos livres e iguais, provistos -e este é o ponto essencial-  de responsabilidades. A responsabilidade de fazermos deste lugar uma  República do Céu, renunciando a viver numa perpétua auto-indulgência  para, mediante o nosso esforço, converter este mundo num lugar tâo bom  como formos capazes de o conseguir</em>«.</p>
<p><em>Mas tal posse só será possível de aceitarmos que «o verdadeiro objectivo  da vida humana é a obtençâo e transmissâo da sabedoria. A inocência nâo  é sábia, a sabedoria nâo pode ser inocente, e se quisermos fazer algo  bom deste mundo, temos de deixar atrás a infância». Uma ideia que  Pullman remete frequentemente a Blake, e que pode encontrar-se com  diferentes formulaçôes na obra do poeta londrino&#8230; A inocência, pois,  tanto em Blake como em Pullman, é uma potencialidade inata mas  insuficiente a si própria. Só a atravessar o mundo de Experiência  chegaremos a atingir a verdadeira Sabedoria, uma «Inocência organizada»:  mas para isso é preciso se resistir à manipulaçâo ideológica levada a  efeito pelos «reitores de Ulro», os forjadores, em demolidoras palavras  de Blake, do «same dull round» sobre cujos modelos educativos, as suas  «corporaçôes» e os seus «buques armados&#8230; o Império Universal geme</em>«.</p>
<p>Nembargantes, segundo comprendín de cotío tras charlar con algúns  asistentes, a miña conferencia viuse lastrada cando menos por dous  importantes defectos: o primeiro, a miña deficiente pronunciación  portuguesa, que non fixo xustiza a tradución realizada polo meu amigo  <strong>Fernando Ron</strong>, e me temo que deixou á audiencia un tanto in albis; e o  segundo, acrecentado polo primeiro, a súa propia densidade, pois o meu  intento por sintetizar en apenas dez páxinas a conferencia da Ibercón, e  de evitar falar en exceso sobre a obra de Blake, a miña suposta  especialidade, motivaron quizais que non clarexara dabondo as  influencias «concretas» de Milton e Blake na obra de Pullman. Tales  erros deixáronme, a verdade, un tanto compunxido; mais a observación  efectuada aos organizadores por João Barreiros sobre a maior amenidade  da miña conferencia de Vigo animoume bastante.</p>
<p>Entre as restantes conferencias ás que asistín antes da miña partida,  destacarei «<em>Imaginários Literários da Clonagem Humana: Antes e Depois de  Dolly</em>«, por <strong>Maria Aline Salgueiro</strong>, que se ben ó meu xuízo centrábase  máis nunha exposición da historia literaria do concepto do «outro» que  propiamente na clonación, pareceume moi intelixente e espertou a miña  interese polo seu libro <em>I am the Other. Literary Negociations of Human  Cloning</em> (Oxford, 2005).</p>
<p><a rel="attachment wp-att-4793" href="http://novafantasia.com/arquivos/4788/nick-2"><img class="alignright size-full wp-image-4793" style="margin: 8px;" title="Nick Sagan, guionista de ciéncia-ficción e fillo de Carl Sagan" src="http://novafantasia.com/wp-content/uploads/nick1.jpg" alt="" width="171" height="259" /></a>Non quixera rematar esta crónica do Forum Fantástico sen amosar o meu  recoñecemento a Philip Pullman, que ademais dun gran escritor é unha  persoa extraordinariamente sinxela e cordial. Sen a súa amable resposta  ás cuestións que lle prantexara por medio do correo electrónico, e sobre  todo sen o xeneroso envío da súa introdución ao Paraíso perdido e da  súa conferencia do derradeiro 25 de octubre en Londres sobre <em>Blake’s  Dark Materials</em>, os posibles méritos dos meus respectivos textos para a  Ibercón e o Fórum tiveran sido aínda menores. Quero agradecer tamén á  Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro a bulsa de regalo ofrecida a todos  os participantes, incluíndo entre outras cousas o fermoso libro <em>Morte e  Nascimento de uma Flor</em>, con texto de <strong>Elvira Santiago</strong> e ilustracións de  <strong>Joana Quental</strong> e <strong>Alberto Péssimo</strong>, e <em>A casa e o mundo</em>, unha colección de  textos e fotografías do propio Orlando Ribeiro, destacado xeógrafo  portugués. Por último, non podo senón expresar a miña gratitude a  Rogério Ribeiro e Safaa Dib pola súa amabilidade e a oportunidade que me  ofreceron para participar no Fórum. A este respecto, limitareime a  facer miñas as palabras escritas por João Barreiros na lista da Épica:  «<em>parabéns pelos Encontros deste ano. Fizeram-me pensar que nem tudo está  perdido, que ainda é possivel vencer as trevas da chateza e anomia&#8230;</em>«.</p>
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